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As alergias alimentares afetam 10-15 % dos cães atópicos. O BARF, com controlo total dos ingredientes, é uma ferramenta potente. Este guia explica como identificar o alérgeno e construir uma ração hipoalergénica.
Uma alergia alimentar é uma reação imunitária (IgE-mediada ou celular) a uma proteína alimentar. Distingue-se da intolerância (não imunitária, sobretudo digestiva).
Sinais clássicos: prurido não sazonal, otites recorrentes, dermatite das pregas, fezes moles, flatulência, vómitos ocasionais. Raças predispostas: Labrador, Shar-Pei, West Highland, Boxer, Buldogue Francês.
O diagnóstico assenta numa dieta de eliminação de 8-12 semanas com proteína e hidrato nunca consumidos, seguida de provocação. Os testes IgE séricos têm baixa especificidade (Mueller 2016).
Controlo absoluto dos ingredientes: sem contaminação cruzada, sem aromas escondidos, sem proteínas residuais — ao contrário das rações hidrolisadas (Ricci 2013).
Perfil proteico simples: tipicamente 3-5 ingredientes. Quanto mais simples, mais fiável a eliminação.
Reduz a inflamação sistémica via óleo de peixe (EPA+DHA), modulando a resposta inflamatória cutânea (Mueller 2004).
Frescura: sem conservantes, sem antioxidantes sintéticos (BHA/BHT).
Exemplo a 2,5 % do peso vivo (500 g/dia) com pato como proteína nova. Dividir em 2 refeições.
| Carne de pato (coxa, peito) | 350 g |
| Pescoço de pato cru (osso carnudo) | 50 g |
| Fígado de pato | 25 g |
| Coração ou moela de pato | 25 g |
| Courgette crua ralada | 50 g |
| Óleo de salmão selvagem | 2 g (~2 ml) |
| Vitamina E natural | 20 UI |
Uma dieta de eliminação deve ser supervisionada por um veterinário ou nutricionista canino. Os casos graves (anafilaxia, perda de peso, anemia) exigem cuidados médicos imediatos. Este guia não tem valor de prescrição.
No mínimo 8 semanas, idealmente 12. Olivry 2015 recomenda 8 semanas como padrão diagnóstico. A reintrodução deve ser progressiva.
Sim, após meses de exposição contínua. Por isso a diversificação progressiva após a eliminação é importante.
No cão, os testes IgE séricos têm baixa especificidade (muitos falsos positivos). Mueller 2016 mostra que a dieta de eliminação continua a ser o padrão de ouro.
Não na fase inicial — uma alteração de cada vez. Após identificação do alérgeno, probióticos (Enterococcus faecium, L. plantarum) podem apoiar a barreira intestinal (Marsella 2012).
Sim, se o cão nunca comeu peixe. Salmão selvagem, sardinha, cavala são excelentes — também aportam EPA+DHA anti-inflamatórios.
Verificar: (1) ausência estrita do alérgeno suspeito (petiscos, medicamentos aromatizados); (2) causas não alimentares (pulgas, atopia, sarna). Consultar dermatologista veterinário.
Prudência: risco bacteriano (Salmonella, Campylobacter) mais elevado em cão com corticoides ou imunossupressores. Cozedura suave (BARF cozido) ou dieta terapêutica pode ser preferível (Freeman 2013).
Selecione uma proteína nova na nossa calculadora (pato, coelho, veado, peixe) e obtenha uma ração BARF hipoalergénica equilibrada em 30 segundos.